11/12/2009

Jantar de Natal da Facades Team

Este ano, devido à crise, a habitual grande festa de natal do grupo Ramboll, foi substituida por pequenos jantares de equipa, com o suporte da empresa de 25£ por pessoa. Do mesmo modo que no ano passado critiquei a oportunidade da festa de natal, este ano aplaudi a iniciativa.
O jantar de natal da Facades Team foi num pub ali na Newman Passage. As tradicionais Pies que fazem o Delírio dos ingleses. Não se assustem, aquilo que vêm nas fotos é so ar, desfaz-se à primeira garfada.
Foi um jantar agradável. O chefe não dispensou a fatiota de pai natal para o Secret Santa. Aqui este costume funciona assim: cada um tira o nome de um colega da sacola para quem vai comprar a prenda e não mostra. A intenção é ninguém saber quem ofereceu. A mim calhou-me o Greg e fiquei logo a esfregar as mãos. Com a ajuda do Rui, corremos as Sexy-Shop e Gay-Shop do Soho à hora do almoço (espero que ninguém conhecido me tenha visto, eh eh) e comprei uma tanguinha-leopardo que dizia “Release de Beast” a frente, e com fio dental atrás que era um mimo. Devo ter feito alguma coisa errada porque assim que ele viu a prenda apontou pra mim e disse “só pode ter sido aquele senhor ali”! Não percebo porquê!

10/12/2009

video

09/12/2009

Hoje, a meio da manha fui chamado para uma reunião não agendada na sala de reuniões no piso 1. Quando lá entrei so lá estavam os meus dois directores sentados na longa mesa. Perante o meu ar meio surpreso e preocupado, o meu director apressou-se a dizer “não te preocupes, está tudo bem. Quis fazer uma reunião individual com cada um de vocês, em vez de uma reunião de equipa normal, para vos dizer pessoalmente e individualmente, um grande obrigado. Foi um ano muito dificil para todos, com 3 despedimentos colectivos, muita tensão, mas foi tambem um ano que conseguimos muitas coisas boas e devo por isso um grande obrigado. Obrigado pelo teu esforco e dedicacão profissional, obrigado tambem porque como pessoa contriubuiste para sermos a equipa fantastica que somos. Muito obrigado.” E lá explicou o que espera de 2010, e até algum optimismo moderado. Claro que acabei a reunião com “então, posso pedir um aumento de ordenado, certo?”. Soltaram uma gargalhada surpreendida “well…you know…this crisis…well…who knows…” Pois, bem me parecia! “não se preocupem, estava so a brincar”. Estava?
Mesmo estando perante os mestres da representacão, do show-off, mesmo sabendo que seriam exactamente estas palavras, acrescentadas de uma palmada nas costas, que me teriam dito umas semanas atras se me tivessem despedido, gostei da atencão, do gesto. Não pude deixar de me lembrar do lema de alguns responsaveis do passado que repetiam “um patrão não tem nada que agradecer o teu trabalho. Trabalhas, és pago para isso e nada mais. Não deves trabalhar à espera de receber elogios ”. Opiniões!
Talvez sejam estas “pequenas” coisas a unica razão que me faz ainda estar nesta terra. Não é de certeza pelo clima, a praia, ou muito menos o salário. Com o a libra e o Euro em quase paridade, e com tendência a assim ficar (na melhor das hipoteses) este deixou de ser um projecto financeiramente positivo!

07/12/2009

06/12/2009

http://www.youtube.com/watch?v=nCBlFBOxRKo&videos=L1W1pwyx0KA&playnext_from=TL&playnext=1

05/12/2009

Amor maternal

Vinha hoje do centro e passei numa daquelas barraquinhas de vender flores na rua. Estava uma mãe com o filhote pequenito. Enquanto a mãe pagava, o garoto ao tentar puxar uma flor provocou a queda de uma serie de cestos de flores. Ora bem, se esta situação acontecesse na minha terra, o cenário seria este: Um par de estaladas lusitanas no traquinas, o que provocaria um berreiro imediato do garoto, que levaria a mais um par de tabefes, desta vez com uns berros da mãe também e consequentemente, um aumento exponencial dos decibéis na gritaria do garoto, mais uns berros da mãe, e por aí fora. Como porém estou num país civilizado, a situação foi a seguinte: a mãe olhou para o garoto e, carinhosamente diz-lhe “oh baby, baby, WHAT THE FUCK ARE YOU DOING?” Isto sim meus amigos isto é carinho, amor maternal. Confesso que fiquei comovido às lagrimas...

04/12/2009

Mais um texto de um dos meus escritores favoritos, Antonio Lobo Antunes
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..."Aos fins-de-semana, quando não saio com a minha prima Bé, fico em casa a ver televisão, regar as plantas da marquise, ler o meu horóscopo nas revistas, desfazer o tricot do domingo anterior, mudar de canal de vinte em vinte segundos a pensar em matar-me. O problema é que assim que me levanto para tomar os lexotans todos de uma vez a minha mãe telefona-me de Alcobaça a saber como estou, oiço-lhe os gritos no atendedor de chamadas (a minha mãe, que tem um medo danado dos telefones, sempre falou aos gritos) e como não é possível a gente suicidar-se e conversar com a mãe ao mesmo tempo desisto das pastilhas e garanto-lhe que estou óptima, que não tenho febre, que fumo no máximo três cigarros por dia, que como bem, que não emagreci (- De certeza que não emagreceste?) que para a semana a visito em Alcobaça sem falta e que qualquer dia, palavra, encontro um rapaz como deve ser (- Não acredito que não haja um rapaz como deve ser no teu emprego, filha) e me torno a casar, e desligo o telefone com um tal cansaço e uma tal dor de cabeça que a única coisa de que tenho vontade é de um aspegic e silêncio, e deixei de ter ganas de me suicidar visto que uma pessoa não consegue matar-se se estiver maldisposta.
Não abuso dos fritos, não abuso do tabaco, não abuso do álcool, não abuso do sexo, não abuso de nada, mãe: oiço crescer o pêlo da alcatifa, mudo de vinte em vinte segundos de canal e leio o meu horóscopo na penúltima página dos magazines femininos, a seguir ao caderno da moda e a um artigo que explica como um cinto de ligas e uns sapatos vermelhos poderiam mudar a minha vida afectiva. O meu horóscopo para esta semana, prevê para quarta-feira, no que respeita às paixões, um encontro inesperado que alterará para sempre a minha existência. Quarta-feira foi ontem e o encontro inesperado que tive consistiu em esbarrar com o meu ex-marido no metropolitano: deixou crescer o bigode, vinha acompanhado por uma mulata com metade da idade dele e nem sequer me viu. Em todos os canais de televisão só passam novelas brasileiras. Oiço a chuva de Outubro contra os vidros e o casal do andar de cima a gemer ao ritmo da cama. Se me levantar para tomar os lexotans todos a minha mãe vai desatar aos gritos no atendedor de chamadas, de modo que o melhor é ficar quietinha no sofá a olhar as plantas sem pensar no suicídio.”...

02/12/2009

30/11/2009

Hoje de manhã, estava um daqueles dias horrorosos de chuva, vento e frio. Cheguei à empresa e chamei o elevador para subir ao 5 piso, juntamente com mais dois colegas do 3. Quando as portas do elevador se abriram já lá vinha um colega, de calçõezinhos, toalha ao pescoco e chinelinhos de dedo, que ia a descer para a cave para tomar um duche. Ah ah ah. Deviam ter visto a cena; hilariante…tive de olhar para o chão para esconder o meu riso. Três individios no elevador de uma empresa, dois engravatados, gabardines, casacos, formais, e no meio deles, um exemplar, sorridente, semi nu, de toalhinha ao pescoço, sabonete e champoo nas mãos…ah ah ah. Dava uma cena fantastica para um filme de comédia. Ninguem ligou a mínima, excepto eu que nem me aguentava. Felizmente não ia nenhum português no elevador ou tinhamos armado um circo, obviamente.

Por acaso gosto imenso desta particularidade nesta terra: O modo informal e descomplexado como estes ingleses encaram a vida e estas coisas.

28/11/2009

Por acaso não sou grande apreciador do tratamento digital pós-produção de fotografia. Acho que é desvirtuar um pouco a fotografia, mesmo reconhecendo isso como uma arte. Normalmente fico-me pelo ajuste dos "levels" e algum sharpen para disfarçar a fraca qualidade das minhas velhinhas lentes que já vêm da minha Canon EOS300 analógica.
Nesta foto aproveitei o encarnado forte do tradicional autocarro ingles ( "Roadmaster") para brincar um pouco no Photoshop.